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Segunda, 15 de Outubro de 2018
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Gestão hídrica afastou crise de abastecimento de água em Goiânia e Aparecida
02/10/2018 16h22 - Atualizado em 08/10/2018 13h26
Foto: Fiscais embargam equipamento irregular de captação de água no Meia Ponte

A gestão hídrica implementada este ano pelo Governo de Goiás, por meio da Secima, foi um sucesso e possibilitou evitar uma crise de abastecimento de água na capital e em Aparecida de Goiânia durante o período de estiagem, principalmente naqueles bairros atendidos pelo Rio Meia Ponte. Isso foi possível devido ao planejamento detalhado e às medidas preventivas adotadas a partir de março último, quando foi baixado o Decreto de Emergência Hídrica nas Bacias do Meia Ponte e do João Leite.

Ações rigorosas de fiscalização da captação irrregular de água no manancial a montante (antes) da captação pela Saneago, em Goiânia, assim como o controle e monitoramento dos empreendimentos outorgados na região contribuíram para que a vazão do Meia Ponte permanecesse acima de 1.500 litros por segundo. Se a vazão ficasse abaixo deste limite mínimo, a empresa estatal teria de adotar plano de racionamento conforme recomendado pela AGR e pelo Ministério Público Estadual. Mas isso não foi necessário, mesmo na época maior pico da seca, nos meses de agosto e setembro. Nesta terça-feira (02/10), por exemplo, conforme informou a Sala de Situação do site da Saneago, a vazão do Meia Ponte às 6 horas da manhã era de 3.440 litros por segundo.

“Estamos terminando o período de seca deste ano e o Meia Ponte está com vazão em torno de 3.500 litros por segundo. Este é o resultado de um planejamento detalhado que nos garantiu a segurança hídrica necessária para o abastecimento de água da população da Região Metropolitana de Goiânia, a dessedentação de animais e ainda o funcionamento dos empreendimentos outorgados instalados na Bacia”, afirmou o secretário titular da Secima, Hwaskar Fagundes.

Relatório

O relatório sobre a situação da Bacia do Meia Ponte e as principais ações executadas pela Secima foram apresentados durante a reunião do Conselho Estadual de Recursos Hídricos, realizada na manhã desta terça-feira (02/10), no auditório Jaime Câmara. De acordo com o balanço da Pasta, no período de maio a setembro último foram fiscalizados 10 municípios que integram a Bacia do Meia Ponte, com 350 pontos visitados, que resultaram em 239 autos de infração e R$ 1,082 milhão em multas, além de 90 autos de advertência e 60 termos de embargo. O trabalho envolveu 18 fiscais da Secima e 6 policiais do Batalhão Militar Ambiental.

Conforme o Hwaskar Fagundes, outra medida que está sendo tomada é a determinação de instalação de vazão ecológica nas barragens, que vai garantir o fluxo da água nas represas ao longo da bacia, mesmo no perído da estiagem. O secretário acrescenta que o Governo não se limitou a ações emergenciais, mas já prepara o planejamento a longo prazo para o Meia Ponte. Nesse sentido, contratou a Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape) da UFG para a elaboração de quatro Planos de Bacias Hidrográficas, sendo que uma delas é a Bacia do Meia Ponte. “Com base em critérios técnicos definidos pelo Plano será possível estudar detalhadamente a bacia hidrográfica e definir sua vocação e seu uso racional para os próximos 20 anos”, afirmou.

Adutora
Outra iniciativa do Governo para garantir a segurança hídrica da população da Região Metropolitana de Goiânia foi a construção, pela Saneago, de uma adutora para possibilitar a interligação entre os Sistemas Mauro Borges e João Leite. A adutora foi inaugurada na última segunda-feira (1º/10). Ela tem 12,5 quilômetros de extensão e capacidade de vazão de 800 litros por segundo. Foi orçada em R$ 20 milhões e executada com recursos próprios da estatal.

O objetivo da adutora é transferir água de uma unidade para outra, evitando o desabastecimento caso ocorresse algum problema com a vazão do Meia Ponte. Vale lembrar que a Saneago capta, em épocas normais, 2.300 litros por segundo de água do Meia Ponte para abastecer cerca de metade da população de Goiânia e Aparecida de Goiânia. Nos últimos meses, devido à redução de consumo propiciada por uma campanha de uso racional, a Saneago estava captando 2.000 litros por segundo, volume devidamente monitorado pela Secima.

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