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Segunda, 15 de Outubro de 2018
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Fórum discute políticas públicas para o setor energético em Goiás
29/06/2018 16h45 - Atualizado em 29/06/2018 17h04

A 18ª edição do Fórum Permanente de Energia de Goiás foi realizada nesta sexta-feira (29/06), no auditório Solon Amaral da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). e teve como tema principal o Planejamento Energético e Desenvolvimento da Matriz Renovável do Estado de Goiás. A palestra final foi ministrada pelo diretor do Instituto Gyntec, Marcos Bernardo Campos, sobre o tema Ecossistema de Empreendedorismo e Inovação.

A mesa diretiva foi composta pelo presidente do Fórum, deputado estadual Simeyzon Silveira (PSD); Danúsia Arantes, superintendente de Energia, Telecomunicações e Infraestrutura da Secima; Otávio Lage presidente da Adial; Augusto Francisco da Silva, diretor Técnico da Celg/GT; e Marduk Duarte, vice presidente da Comissão da Indústria de Base Florestal da Fieg.

Em sua fala de abertura, Danúsia Arantes destacou que o setor energético está passando por diversas modificações e que o maior desafio é encontrar um ponto de convergência, com foco na segurança energética e produção sustentável. Ela enfatizou a importância de se definir as estratégias para mitigar os problemas da energia elétrica. “Investir em energias renováveis é fundamental, pois potencializa principalmente as fontes do nosso Estado”, ressaltou.

Danúsia Arantes adiantou que, em breve, será disponibilizado pelo Banco do Brasil uma linha de financiamento do FCO  para aquisição do kit de energia para pessoas físicas sem burocratização, tanto para licença ambiental como para as conexões na rede. O presidente da Adial, Otávio Lage, alertou para a preocupação crescente com a água e energia no mundo. “Assim, o caminho é desenvolver outras fontes, energia limpa e ecologicamente correta, pois não se pode depender somente da  energia hidráulica, que fica prejudicada com a seca, e a existência de múltiplas fontes de energia mitigam-se os riscos para o desenvolvimento da economia”, acrescentou.
 
Para o presidente do Fórum Permanente de Energia de Goiás, o deputado estadual Simeyzon Silveira, a reunião foi bastante estratégica, com foco em inserir as duas fontes como que já foi feito pelo Programa Goiás Solar, ou seja, avançar nos incentivos, principalmente e da biomassa para complementar a matriz de forma limpa e eficaz.
 
O deputado explicou que as premissas discutidas irão compor o projeto de lei a ser apresentado na Assembleia como planejamento estratégico para a matriz energética de Goiás. “Nosso foco é para que nos próximos cinco anos o Estado esteja livre das termoelétricas, o grande vilão do aumento das tarifas e dos índices e poluição”, disse o deputado. A intenção é que Goiás se torne o primeiro Estado livre de produção suja de energia com uma matriz totalmente limpa, barata e eficaz.
 
Conforme o deputado, o objetivo é trazer para o Estado a interligação das usinas de biomassa e fotovoltaicas na rede, para que toda complementação seja feita com outras fontes limpas. Ele afirmou que Goiás é o oitavo maior produtor de energia limpa no Brasil, com a meta de até o final deste ano se colocar entre os três maiores produtores de energia limpa do Brasil, fruto, segundo ele, do diálogo entre o Governo do Estado, Alego, cadeia produtiva, sociedade organizada, além das diversas entidades do setor colocou Goiás numa posição de destaque.
 
O Fórum

Desde a criação do Fórum, em novembro de 2015, o Governo do Estado de Goiás, em conjunto com representantes do setor da cadeia produtiva, do parlamento, representado pelo deputado e presidente do Fórum Simeyzon, têm trabalhado no fomento de matrizes energéticas renováveis e não degradáveis com objetivo de integrá-las à matriz hidráulica em Goiás.

O Fórum já participou de diversos encontros, conferências e visitas a municípios do interior. Também realizou 16 reuniões oficiais com a participação permanente do Governo Estadual, da Prefeitura de Goiânia, de entidades fiscalizadoras, do setor produtivo, de instituições de ensino e pesquisa, e da sociedade civil organizada.
No último ano, Goiás deu um salto na produção de energia solar fotovoltaica. Em fevereiro de 2017 eram produzidos 2 mil killowatts (Kw) no Estado. Hoje, a produção chega a 9,4 mil killowatts (Kw), o que representa aumento de mais de 400%. No total, são 696 unidades consumidoras, segundo dados da Secima.

O Governo do Estado vem contribuindo para o desenvolvimento das políticas públicas desde a criação do Programa Goiás Solar, que tem por objetivo resolver a questão emergente da microgeração e minigeração distribuída a partir de fontes renováveis de energia, em especial a solar fotovoltaica, em Goiás, viabilizando a atração e o fomento de empreendimentos, assim como estimulando iniciativas disseminadas do uso eficiente de energia solar em atendimento ao modelo de complementaridade às demais fontes que compõe a matriz energética do Estado de Goiás.

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