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Quinta, 19 de Abril de 2018
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Gestão Ambiental é tema de mestrado de analista ambiental da SECIMA
21/12/2017 10h15 - Atualizado em 29/01/2018 15h01

A história de Goiânia vista sob a ótica ambiental e da administração pública. É nesta perspectiva que o analista ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima), Thiarlles Elias de Paula, defendeu pela UFG, a pesquisa intitulada: “A Busca Por um Ambiente em que Todos Espaireçam: a administração pública na perspectiva de fragmentos da gestão ambiental em Goiânia (1933-1959)”. Foi abordado a administração da coleta de lixo, usos da água, estudos para os dois primeiros planos diretores institucionalizados durante o período, ordenamento urbano, dentre outros itens.

Segundo a banca composta por professores da UFG e UEG, o tema é considerado original em trabalhos historiográficos, pois trabalha especificamente com atos administrativos da gestão pública referentes à formação e manutenção dos diferentes ambientes de Goiânia, como ofícios, ordens de serviços, trabalhos técnicos topográficos, memorandos, resoluções, portarias, relatórios governamentais, dentre outros.

Ao observar o funcionamento da máquina pública referente à gestão dos espaços de Goiânia, observa-se fatos curiosos como: uma epidemia de malária ocorrida na década de 1930, justamente em regiões nas quais eram retiradas areia e pedras para a construção de Goiânia; a greve dos carroceiros ocorrida no final da década de 1940, que teria contribuído para que a cidade ficasse mais suja; os projetos de captação de água para a região central na década de 1930; cartografia de bacias hidrográficas nas quais constam córregos em Goiânia que não mais existem (pelo menos em grande parte) a céu aberto; projeto para as primeiras ciclovias no centro da cidade já na década de 1950; desenhos de traçados para formação ou consolidação de bairros, como o Jardim Goiás, Setor Oeste, Jardim Esmeralda (à época), dentre outros.

Segundo membros da banca, o trabalho lembra um “catálogo” de fontes históricas sobre a história de Goiânia, sobretudo em uma ótica ambiental. Segundo Thiarlles, sua pesquisa pode contribuir para estudos sobre plano diretor de Goiânia: “Se pode ser difícil ter informações sobre a cidade de poucas décadas atrás, imagine as de mais de meio século?”, enfatiza o analista ambiental, que considera também os efeitos sinérgicos e cumulativos das ações administrativas dos ambientes da cidade para época.



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