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Segunda, 15 de Outubro de 2018
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Diagnóstico revela crescimento desordenado da RMG
15/12/2017 17h00 - Atualizado em 10/01/2018 14h12

Estudos realizados por técnicos da UFG na elaboração do Diagnóstico da Região Metropolitana de Goiânia(RMG) prevê que a população, hoje 2,4 milhões de habitantes tenha um crescimento de 17, 6 %, chegando a três milhões de habitantes em 2030, e como medida de controle e planejamento está sendo elaborado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima) o Plano de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana de Goiânia (PDI-RMG) que foi discutido em 2ª audiência pública na manhã de hoje no auditório da Assembleia Legislativa(Alego) e à tarde na ESA – OAB - Escola Superior de Advocacia da Ordem dos Advogados do Brasil - Goiás, Setor Sul.

Os debates contaram com a presença do presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Andrey Azeredo (PMDB); deputados Francisco Júnior(PSD), Sérgio Bravo (PROS), o coordenador do Plano Diretor do município de Goiânia, Henrique Alves, representando o prefeito Iris Rezende (PMDB), os prefeitos de Senador Canedo, Divino Lemes(PSD), de Terezópolis, Francisco Júnior (PSDB), Santo Antônio de Goiás, Frederico Marques (PSDB), além de representantes de outros municípios e de diversos segmentos e da comunidade em geral.

O Plano tem como principal objetivo a implantação de um novo modelo de governança para a Região Metropolitana, adaptando a legislação estadual ao novo Estatuto da Metrópole, Lei 13.089, de 12 de janeiro de 2015, que busca solucionar os gargalos hoje existentes, além de proporcionar maior autonomia na implementação das funções públicas de interesse comum aos municípios que compõem a RMG. “Foi um detalhado estudo englobando o levantamento de dados, fragilidades e potencialidades, perspectivas e oportunidades que poderão alavancar a economia local de cada um dos 20 municípios que compõem a RMG”, destacou a professora Celene Cunha, coordenadora do Projeto pela UFG.

O PDIRMG tem por meta identificar problemas e propor soluções para melhorar a qualidade dos serviços públicos e propor diretrizes para o meio ambiente, desenvolvimento urbano e socioeconômico nos aspectos de mobilidade urbana, uso do solo, resíduos sólidos e água, saneamento e drenagem urbana O documento, que contém mais de 700 páginas foi dividido em sete tópicos: estruturação do território e formação regional; percepção dos sujeitos; análise dos aspectos ambientais; análise dos aspectos socioeconômicos; desenvolvimento urbano; análise de gestão e governança; análise da mobilidade urbana.

O secretário Vilmar Rocha (SECIMA), destacou na oportunidade os principais pontos de atenção do Executivo na elaboração do Plano de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana de Goiânia (PDI-RMG). Segundo Rocha, o projeto de lei da reestruturação da RMG já foi encaminhado para a Assembleia para votação. “ Temos que antever os problemas, para que os cidadãos metropolitanos possam viver de forma harmoniosa e o crescimento populacional deve ser estudado e planejado para que o cenário futuro não seja desastroso “, disse rocha. Ao final, segundo Rocha, teremos uma agenda moderna, avançada e estruturante que envolve o estado, as prefeituras e a sociedade para melhorar a qualidade de vida do cidadão metropolitano.

De acordo com o Superintendente Executivo de Assuntos Metropolitanos da Secima, Marcelo Safadi,  após essa primeira fase que englobou oficinas nos municípios da RMG, e diversas reuniões temáticas e audiências públicas para apresentação do diagnóstico e do prognóstico que envolve a metodologia, forma e diretrizes do Plano e a terceira audiência será discutido o texto da Lei a ser encaminhado e votado na Assembleia. “Temos que nos atentar para o que pode acontecer caso nada seja feito e o que pode acontecer dentro de nossa expectativa”, ressaltou Safadi

No período vespertino, a audiência pública teve prosseguimento nas dependências da ESA, com a apresentação do diagnóstico por temas entre eles: Condições Ambientais, Desenvolvimento Socioeconômico, Desenvolvimento Urbano, Mobilidade e Transporte Público. Alguns pontos elencados no diagnóstico merecem destaque como na questão dos Recursos Hídricos onde foram registrados pouca interação entre os municípios da RMG, nos Comitês de bacia Hidrográfica (CBH), escassez hídrica, associada aos conflitos de uso, desmatamento crescente, afetando as APPs, mas, em contrapartida, várias potencialidades como a existência de estudos e marco legal, o Comitê da Bacia Hidrográfica, ações de recuperação de margens de importantes cursos d´água em alguns municípios, a existência do Fórum Goiano de Mudanças Climáticas, entre outras fragilidades e potencialidades dos municípios da RMG.

Mais informações sobre o Plano de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana de Goiânia podem ser obtidas através do site http://pdi-rmg.secima.go.gov.br/


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